Fundamentos · 04
Liberdade e pertencimento
O Reino é para todos. Uma casa comum não exige uma só opinião, uma só crença ou uma única maneira de viver.
Uma escolha livre
DEFINIDONinguém é obrigado a aceitar o projeto. A pessoa pode conhecer, observar, questionar e discordar. Cuidar das pessoas e melhorar suas condições de vida não depende de obter sua adesão.
O pertencimento à criação, na visão do Reino, é amplo. Já a escolha consciente de viver segundo o projeto envolve compreender e aceitar seus fundamentos. A distinção entre essas duas ideias precisa permanecer clara.
Não existe pressa. A pessoa pode levar anos, ou a vida inteira, para conhecer, observar, estudar e questionar. Ninguém deve entrar por medo, impulso ou pressão. A escolha só tem valor quando é livre.
No texto Arrependimento e a escolha, a entrada é expressa pela declaração de amar O Senhor Teu Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo, reconhecendo essas duas leis como guia da própria vida. A decisão precisa ser da pessoa.
Depois da escolha, existe responsabilidade. Errar não significa que tudo acabou: reconhecer, corrigir a direção e recomeçar fazem parte do caminho.
Diferenças fazem parte da casa
DEFINIDO- Origem e nacionalidade não tornam uma vida menos pertencente.
- Crenças, religiões e a ausência de crença não apagam o valor de ninguém.
- Identidade, orientação sexual e formas de expressão não são critérios de exclusão.
- A convivência não exige concordância em tudo.
Um só povo não significa uma só opinião.
Consentimento e responsabilidade
DEFINIDONa discussão sobre relações pessoais, foram preservados o consentimento entre adultos e a liberdade de não permanecer no que não se deseja. Um não precisa ser respeitado. Crianças não são incluídas nessa formulação sobre relacionamentos entre adultos.
As escolhas pessoais permanecem ligadas às Duas Leis. O perdão não transforma o dano ao próximo em objetivo ou em autorização.
Como essa liberdade será protegida
ABERTOA declaração de escolha foi expressa no texto Arrependimento e a escolha. Os procedimentos de participação, entrada, saída, proteção de dados e solução de conflitos ainda não estão consolidados. O portal não oferece cadastro de adesão nem transforma sua leitura em compromisso.
A relação entre a liberdade de escolha e as obrigações previstas nos sistemas de trabalho e distribuição permanece entre as questões a desenvolver.
Relacionamentos: amor, consentimento e verdade
DEFINIDOO amor não é reduzido a um único formato. O texto do Reino reconhece relacionamentos entre homem e mulher, pessoas do mesmo sexo e entre duas, três, quatro ou mais pessoas adultas. O fundamento é amor, consentimento, verdade e respeito.
Crianças não pertencem a esse campo. Relacionamento exige maturidade, consciência e capacidade real de consentir. Ninguém é obrigado a entrar ou permanecer: a qualquer momento, basta um NÃO. Força, medo, manipulação e aprisionamento não sustentam o amor.
Traição é a quebra do acordo entre as partes. Se houve compromisso de exclusividade, rompê-lo quebra o combinado. Se todos aceitaram de forma clara e consentida um relacionamento sem exclusividade, essa ausência de exclusividade não constitui traição. A verdade do acordo e seu respeito são essenciais.
Todas as pessoas, inclusive nas palavras
DEFINIDOTodos. Todas. Todes. E também quem ainda não encontrou uma palavra capaz de representar quem é. Orientação sexual, identidade e forma de amar não diminuem a dignidade de ninguém.
Compreender inteiramente a história ou os sentimentos de alguém não é condição para respeitar essa pessoa. Toda pessoa tem valor, merece respeito e deve ser ouvida.
Se for necessário aprender uma palavra ou criar uma forma de comunicação para incluir alguém, essa é a disposição do Reino. A linguagem deve servir às pessoas; as pessoas não precisam caber nos limites da linguagem.
Muitas religiões e tradições
DEFINIDOO Reino não exige abandonar igreja, templo, tradição, símbolos, livros ou a maneira de buscar o sagrado. Há quem procure Deus em igrejas, mesquitas, sinagogas, na natureza ou ao estudar a criação pela ciência e pela tecnologia. Há também quem ainda não saiba no que acredita.
Nenhuma crença pode ser usada como licença para odiar, humilhar, perseguir ou destruir o próximo. Diferenças religiosas não tornam uma vida menos digna.
Muitas ideias e partidos
DEFINIDOO Reino não veio substituir a política nem exigir que alguém abandone seu partido ou sua corrente de pensamento. A pessoa pode defender ideias, participar da vida pública e votar segundo a própria consciência.
É possível discordar sobre economia, governo, educação ou qualquer outro assunto. Nenhum partido torna alguém mais digno, e nenhuma diferença política autoriza ódio, humilhação ou perseguição. Quem está do outro lado de uma eleição continua sendo o próximo.
Todas as nações, sem apagar culturas
DEFINIDOO Reino não pertence a uma única terra, língua, cultura ou povo. Cada origem carrega sua história e sua maneira de enxergar o mundo. Nada disso precisa ser apagado para existir unidade.
A língua, os costumes e a origem podem ser diferentes. A dignidade da vida não muda. Todas as nações são chamadas aos mesmos princípios.
Substâncias, consciência e responsabilidade
DEFINIDOO texto O Reino e as substâncias menciona álcool, maconha e outras substâncias, orientando a reflexão pela consciência, responsabilidade e domínio próprio. Antes de reduzir a questão a uma lista de permissões, pergunta pelo efeito da escolha sobre a vida.
Se um hábito domina a mente, destrói a lucidez, gera dependência sem controle ou alimenta violência, negligência, abandono e sofrimento ao próximo, o texto o descreve como perda de governo sobre si.
Nenhuma substância deve ser maior do que a responsabilidade. Nenhum prazer deve custar a paz do próximo. Esse princípio não constitui orientação de consumo ou tratamento; as formas de cuidado permanecem em desenvolvimento.
- Isso está te afastando de O Senhor Teu Deus?
- Isso está fazendo mal ao próximo?
- Isso está destruindo você por dentro?
- Isso preserva a vida, a dignidade, a clareza e a responsabilidade?
Uma escolha de fundamentos: o que ainda precisa ser esclarecido
ABERTOO texto sobre arrependimento diz que não é possível viver conscientemente em dois sistemas ao mesmo tempo e que escolher o Reino significa deixar de reconhecer o modelo antigo como fundamento da vida.
Os textos sobre política e religiões preservam partidos e tradições. O alcance prático da expressão dois sistemas permanece aberto; ela não deve ser usada para acrescentar exigências de abandono que esses textos não estabelecem.